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31/07/2007 - 08:54

Brasil será sede da V Conferência Internacional sobre Beneficiamento de Fosfato

Fósforo é recurso natural não renovável e matéria-prima básica dos fertilizantes.Para que as reservas do minério sejam bem utilizadas, é necessário vencer desafios tecnológicos, como a separação mais eficiente de impurezas.

A experiência do Brasil em beneficiamento de fosfato, embora recente se comparada a de outros países do mundo, pode contribuir para otimizar a concentração deste minério. Por isso, o País foi escolhido para sediar a 5º edição da Conferência Internacional sobre Beneficiamento de Fosfato, que acontecerá no Rio de Janeiro, de 11 a 16 de fevereiro de 2008. Organizado pela americana Engineering Conferences Foundation, é o principal evento internacional sobre o assunto.

Um dos mais importantes segmentos da indústria de mineração no mundo, a extração de fosfato ocupa, hoje, o terceiro lugar, em tonelagem, entre os recursos minerais utilizados. O Brasil é o 7º colocado no ranking dos produtores mundiais, atrás dos Estados Unidos (26,7%) da China (18,1%), do Marrocos (16,7%), da Rússia (8%), da Tunísia (5,8%) e da Jordânia (4,9%) que respondem por 80,3% de todo fosfato produzido no mundo.

Tecnologia – Segundo o organizador da conferência no Brasil, Laurindo de Salles Leal Filho, professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PMI/Poli/USP), o Brasil iniciou as pesquisas para o beneficiamento de fosfato na década de 60. O País teve de desenvolver tecnologia própria, pois as experiências já realizadas nos Estados Unidos, um dos pioneiros no assunto, levavam em conta o tipo de rocha encontrada em seu território, de origem sedimentar. “Já o tipo de rocha predominante em solo brasileiro é de origem ígnea ou magmática, mais pobre em fósforo e com associações mineralógicas mais complexas, portanto, mais difícil de ser beneficiado. Este fato demandou o desenvolvimento de uma tecnologia diferenciada”, explica.

O fosfato constitui um recurso natural não renovável. Por isso, é necessário reduzir ao máximo suas perdas, seja na lavra, beneficiamento ou utilização final na agricultura. “Uma vez que o fosfato é a matéria-prima básica dos fertilizantes, caso venha a se tornar escasso ou a faltar, a agricultura, no mundo inteiro, estará comprometida”, explica. “O mundo tem grandes reservas de fosfato, mas para que elas possam ser bem utilizadas é preciso vencer desafios tecnológicos, como a separação eficiente dos minerais apatita e carbonatos”.

Nos minérios de fosfato existentes hoje no mundo, a apatita é encontrada associada a impurezas como carbonatos, silicatos e óxidos de ferro. Na forma como é extraído, o minério apresenta um teor de pentóxido de fósforo (P2O5) muito pobre para ser utilizado na fabricação de fertilizantes. Para aumentar os teores de P2O5 nos concentrados de apatita é necessário descartar as impurezas através de um processo denominado flotação. Tal processo constitui a etapa mais importante do beneficiamento de fosfatos.

Chamada para trabalhos – Os interessados em enviar resumos de artigos deverão fazê-lo até o dia 30 de setembro pelo site http://www.engconfintl.org/8au.html. Entre os tópicos que serão discutidos na conferência estarão: novos reagentes e técnicas de processamento, separação física, processos de análise e controle, separação da dolomita do fosfato, redução e utilização do lixo, e hidrometalurgia no processamento de fosfato. Mais informações: [email protected]

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