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11/05/2011 - 09:01

Verão Sem Fim: previsão de boas ondas para o começo do Billabong Rio Pro nesta quarta-feira


(esq./dir.) Antônio Pedro Figueira de Mello, secretário Municipal de Turismo e presidente da Riotur; Kelly Slater e Silvana Lima

Melhores surfistas do mundo voltam a competir na cidade depois de dez anos. Brasil ganha mais duas vagas: Ricardo Santos e Andréa Lopes.

Com previsão de boas ondas, começa no dia 11 de maio (quarta-feira), o Verão Sem Fim, série de eventos de praia organizada pela GEO Eventos que tem como ponto alto o Billabong Rio Pro e o Billabong Girls Rio Pro, terceira e quinta etapas da ASP World Tour, respectivamente. Na terça-feira, foi realizada a entrevista coletiva de imprensa de apresentação, com a presença do secretário Municipal de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira de Mello, do decacampeão mundial de surfe Kelly Slater, do vice-líder do ranking, Joel Parkinson, além de Adriano de Souza e Jadson André, entre os homens. A mesa contou ainda com quatro representantes do time feminino, Silvana Lima, Maya Gabeira, Sally Fitzgibbons e Stephanie Gilmore.

A primeira chamada será às 7 horas, para avaliação das condições do mar e a primeira bateria deve entrar na água às 8h, com quatro brasileiros disputando uma triagem que indicará dois atletas para entrar na chave principal, que, além de Adriano e Jadson, terá Raoni Monteiro, Alejo Muniz, Heitor Alves, Peterson Crisanto e Ricardo Santos, estes últimos convidados da Billabong. No feminino, mais uma novidade, Rebecca Woods avisou que não poderá competir e abriu uma vaga para o Brasil, que já teria Silvana Lima, quinta do ranking, Maya Gabeira, convidada da Billabong, e Suelen Naraísa. Campeã da etapa brasileira de 1999 e tetracampeã brasileira, Andrea Lopes, foi convidada para ocupar a nova vaga. Assim, o Brasil terá 12 representantes, nove no masculino e quatro no feminino

"Agradeço a presença de todos os surfistas, principalmente o Kelly Slater, de quem sou fã há muito tempo. É uma alegria receber de volta uma etapa da Mundial depois de tantos anos e tenho certeza de que veremos uma grande espetáculo, até porque a ressaca nos ajudou com boas ondas", disse Antônio Pedro, que foi homenageado pela organização do Verão Sem Fim recebendo uma prancha das mãos de Teco Padaratz, campeão no Rio em 1991 e um dos responsáveis pela volta da etapa à Cidade Maravilhosa.

Maior atração do evento, Kelly Slater conquistou dois dos dez títulos dele no Rio de Janeiro. O primeiro de todos, em 1992, e o de 1998, quando ganhou o título graças a vitória de Peterson Rosa no evento.

"Tenho excelentes recordações do Rio, além de amigos na cidade. Estou muito feliz de voltar a competir no Rio de Janeiro", disse Slater.

Mineirinho e Jadson contam com o apoio e a energia da torcida brasileira para buscar bons resultados. Campeão do ano passado da etapa brasileira ao vencer o mito Slater na final, Jadson comentou seu bom início de temporada e se mostrou confiante:

"Não tento viver só da vitória em Santa Catarina do ano passado. Seria alucinante vencer aqui no Rio de Janeiro. Estar no Brasil é um momento especial. A etapa brasileira é a única onde nos sentimos realmente em casa".

Mineirinho, por sua vez, aposta na evolução do surfe brasileiro no Circuito Mundial: "Com mais experiência e contato com ondas grandes, tenho certeza de que ainda veremos um brasileiro ser campeão mundial. Espero continuar no ritmo que venho e tenho certeza de que a torcida irá apoiar a todos nós brasileiros", disse Mineirinho.

Apesar de cearense, Silvana Lima morou no Rio muitos anos e aposta no seu conhecimento das ondas cariocas para vencer em casa: "Conheço bastante as ondas do Rio de Janeiro e com todo mundo torcendo na areia pelos brasileiros vamos ficar bem", disse Silvana.

Na ponta da mesa, Maya sorria e se dizia honrada por estar ao lado de seus ídolos, e garantiu que vai surfar sem pressão: "Todos sabem que minha especialidade são as ondas grandes. Nunca imaginei estar nessa situação e estou até meio tensa, mas vou curtir este momento", disse Maya, que desde os 14 anos não participa de uma competição e nunca surfou entre as profissionais.

O caminho para a liderança- Três brasileiros estão entre os doze surfistas com chances matemáticas de liderar o ranking mundial no Billabong Rio Pro. O paulista Adriano de Souza, o potiguar Jadson André e o catarinense Alejo Muniz podem superar os pontos de Kelly Slater na etapa brasileira do ASP World Tour, que volta a ser disputada no Rio de Janeiro depois de 8 anos em Santa Catarina. O maior astro do esporte, dez vezes campeão mundial, o primeiro deles conquistado na mesma Barra da Tijuca em 1992, está confirmado no retorno a Cidade Maravilhosa. A vitória na capital carioca vale o maior prêmio do ano, 100.000 dólares, com mais 400.000 dólares sendo divididos entre os outros 35 participantes do principal campeonato da América Latina.

Entre as meninas, a havaiana Carissa Moore e a australiana Sally Fitzgibbons largaram na frente na corrida do título mundial nas quatro etapas realizadas na Oceania. A havaiana foi finalista em todas e ganhou duas, com as outras duas sendo vencidas pela australiana. Esta é a primeira temporada que a líder do ranking não é a australiana Stephanie Gilmore, desde a sua entrada na elite em 2007. Ela já colecionou quatro troféus de campeã mundial consecutivamente e a etapa brasileira é decisiva para ela tentar o penta. No entanto, ninguém consegue alcançar as duas líderes no Billabong Rio Pro Girls.

Já no masculino, a disputa pela ponta envolve doze surfistas. Além dos três brasileiros, os concorrentes de Kelly Slater no Billabong Rio Pro são o vice-líder no ranking das duas etapas na Austrália, Joel Parkinson, o terceiro colocado Jordy Smith, o português Tiago Pires, que está empatado em quarto lugar com Adriano de Souza, o bicampeão mundial Mick Fanning, Taj Burrow, Michel Bourez, Owen Wright e Matt Wilkinson. Os dois últimos dividem a nona posição na tabela com os brasileiros Jadson André e Alejo Muniz, a grande atração neste início de temporada.

O catarinense é um dos estreantes da temporada e fez grandes apresentações principalmente na etapa de abertura do ASP World Title Race 2011 na Gold Coast, Austrália. Ele despachou os australianos Owen Wright e Kieren Perrow, chegou até a derrotar as feras Taj Burrow e Joel Parkinson numa mesma bateria e só parou nas quartas de final, quando foi barrado pelo vice-campeão mundial Jordy Smith, da África do Sul. Para Alejo Muniz, Jadson André e os outros dois que ocupam o nono lugar no ranking, a única chance de assumir a liderança é vencer no Brasil e Kelly Slater não ganhar nenhuma bateria.

O australiano Taj Burrow e o taitiano Michel Bourez precisam chegar na final do Billabong Rio Pro para superar os 15.200 pontos que o decacampeão mundial acumulou nas duas etapas da Austrália. Já Adriano de Souza, Tiago Pires e Mick Fanning, conseguem isso nas semifinais, desde que Kelly Slater seja derrotado na fase inicial e também não passe da primeira das duas repescagens do campeonato. Se isso acontecer, o que é bastante improvável, Joel Parkinson assume a ponta se vencer uma bateria nestas duas primeiras rodadas. E Jordy Smith supera Slater se passar pela terceira fase da competição.

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