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04/01/2013 - 07:50

BB Investimentos analisa e aponta pespectivas em Relatório Setorial

O relatório traz análises de desempenho em dezembro de 2012 de empresas cobertas pelos analistas do BB Investimentos e perspectivas para os setores no início de 2013.

Quanto a Bolsa de Valores, o Ibovespa avançou 6,05% em dezembro (a maior alta para os meses de dezembro desde 2006, quando ficou em +6,06%), encerrando em 60.952 pts, com ganho acumulado de 7,40% em 2012, tendo pontuação máxima anual no dia 14 de março, aos 68.969 pts, e mínima em 23 de julho, aos 52.212 pts. O índice tem agora resistências próximas de 61.300 pts, 62.400 pts e 63.500 pts, com suportes em torno de 60.000 pts, 59.100 pts e 58.500 pts.

“O índice operou em queda na maior parte da primeira semana de dezembro, mas em seguida entrou em trajetória ascendente até a terceira semana, chegando a ultrapassar e dando a impressão que poderia se firmar acima dos 61 mil pts. Os vencimentos de índice futuro, de opções sobre o índice (12) e de opções sobre ações (17) ajudaram a incrementar os negócios. Na última semana do mês, as dúvidas em relação ao “abismo fiscal” nos EUA e à redução da liquidez fizeram o mercado doméstico “andar de lado”, analisou o BBI.

No último dado disponível, a Bovespa teve entrada de capital externo de R$ 46,596 milhões no dia 27, acumulando R$ 3,397 bilhões em dezembro (+R$ 533,9 milhões em novembro e -R$1,23 bilhões em outubro). Resumidamente, o destaque em dezembro ficou com as discussões em torno do chamado abismo fiscal nos EUA, que poderia levar o país a uma nova recessão.

Após negociações, a Câmara dos Representantes do país aprovou a legislação necessária para evitar o fiscal cliff, aumentando os tributos dos americanos mais ricos e prorrogando os benefícios para as classes média e baixa. A votação teve 257 votos a favor e 167 contra a manutenção do pacote de isenção de impostos que vigorava desde o governo do presidente George W. Bush. Caso não tivesse sido aprovado, haveria um aumento generalizado de impostos, em um momento em que a economia americana ainda se recupera de forma lenta e gradual da crise do subprime. No mais, ao longo do mês, alguns indicadores norteamericanos trouxeram alguma volatilidade pontual e os índices divulgados pela China mostraram alguma melhora, ajudando a levantar o índice brasileiro – todavia, ainda não se pode afirmar se é uma tendência ou apenas efeito sazonal de final de ano. Já na Europa, após o acerto anterior com a Grécia e não havendo mais necessidade de maiores rolagens de dívidas dos países (leia-se Espanha), o clima foi ameno, com o Dax (Alemanha) em 7.612 pts (+2,8% no mês até o dia 28).

Na China, a bolsa de Xangai disparou 12,78% em dezembro, com melhores indicadores locais, tornando-se positiva em 1,54% em 2012, até o dia 28.

Perspectivas: “Após a aprovação da legislação que evita o abismo fiscal nos EUA, o risco de uma nova recessão no país diminuiu consideravelmente, assim como boa parte das preocupações pelos mercados mundo afora. Evidentemente, considerações de mercado sobre o acerto final ainda terão influência e serão digeridas. Em janeiro, ainda existirão outras incertezas, devendo ser monitorados os subsequentes comportamentos dos indicadores norte-americanos e chineses, bem como observadas as questões envolvendo as dívidas de países europeus, destacadamente sobre os leilões de títulos soberanos e um possível pedido mais amplo de resgate por parte da Espanha”, concluiu o relatório do BB Investimentos.

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