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18/09/2014 - 07:20

Planejamento é essencial para extensão da vida de campos maduros

O mundo produziu 1 trilhão de barris de petróleo nos últimos 100 anos. O desafio agora e para os próximos 20 anos é saber onde encontrar o próximo trilhão e como continuar produzindo em poços com estágio avançado de exploração. Esta foi uma das questões levantadas no painel “Extensão da Vida Produtiva de Campos Maduros”, da Rio Oil & Gas.

De acordo com Michael Bittar, diretor sênior do Centro de Tecnologias Globais Halliburton, é preciso investir em tecnologias e planejamento para a exploração em campos maduros, que respondem por 70% da produção atual de petróleo. As empresas que exploram esses campos enfrentam desafios como produção excessiva de água e esgotamento da pressão. Dessa forma, diversos poços são abandonados antes do fim da extração. “As empresas precisam monitorar permanentemente os campos e planejar a otimização das estratégias de recuperação do óleo desde o início. Cada vez mais, os campos descobertos serão menores e com acesso mais difícil”, afirmou Michael.

O gerente-geral de operações da Petrobras no Rio de Janeiro, Eberaldo de Almeida Neto, também defendeu que a melhor exploração depende do planejamento e comparou a produção de petróleo ao crescimento de uma pessoa. “A maturidade depende desde a sua concepção até a fase adulta, passando por controles de qualidade, confirmação das previsões de reservatórios, gerenciamento de integridades e um plano para sustentação do campo”, disse. Eberaldo também afirmou a necessidade de investimento em tecnologia para impulsionar a produção.

Fechando o painel, o vice-presidente de tecnologia da produção da Statoil, Jarle Bøe, apresentou um histórico de toda a exploração de Statfjord, na Noruega, que produziu o primeiro óleo em 1979. Bøe mostrou um exemplo de utilização do gás produzido para mover o óleo. Na época, ainda não havia infraestrutura para exportação do gás, substituído pela água alguns anos depois. O executivo encerrou o painel afirmando que a Statoil espera atingir um valor de recuperação de 70%, no fim da vida de Statfjord, e recomendou que as empresas acreditem em seus campos. “É preciso competência, entusiasmo, cooperação entre os setores, mensuração dos resultados e celebração das vitórias”, finalizou.

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