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23/07/2008 - 10:08

Estresse e trabalho exacerbado podem causar doenças cardíacas graves

A rotina conturbada e o trabalho em ritmo massificante e frenético provoca em muitos empresários, investidores e trabalhadores em geral doenças cardiovasculares bastantes graves.

Segundo a especialista em cardiologia, diretora da Clínica Haddad e coordenadora do centro de check-up do hospital Sírio Libanês, Dra. Danielli Haddad Syllos Dezen, o estresse é um fator de risco para o infarto. Além disso, o trânsito o trabalho em excesso faz com que as pessoas fiquem ansiosas e não reservem tempo para a prática de atividades físicas e uma alimentação balanceada, acarretando no surgimento de aumento do peso, aumento do colesterol e indiretamente ocasiona maior risco de hipertensão, diabetes e morte por infarto.

Na faixa etária dos 45 anos, as doenças cardiovasculares mais comuns são: a hipertensão com 32% e doença isquêmica do coração 5 a 8%. Por isso, vale ressaltar a importância de avaliações médicas periódicas (check-ups) para evitar o afastamento do trabalho em plena idade intelectual ativa.

Recentemente, muitas empresas já aderem a programas de check-up justamente pelos índices apresentados de risco cardiovascular em executivos, ou seja, cerca de 25% dos executivos possuem um risco moderado a alto de infarto. “No entanto, o trabalho para ser efetivo, não pode parar. Há uma extrema necessidade das empresas se preocuparem com a saúde dos seus funcionários e planejarem programas para o bem estar como a realização de ginásticas laborais, um intervalo nas atividades para o descanso, a realização agendada de exames de rotinas como o check-up, a fim de se evitar gastos futuros com licenças e tratamentos hospitalares”, afirma a Dra. Haddad.

Realizar uma avaliação cardiológica é muito importante, principalmente, em homens acima de 40 anos e em mulheres na fase do climatério, período em que aumentam os índices de infarto.

No entanto, esta avaliação deverá ser antecipada quando: possuem histórico familiar de infarto ou morte súbita (principalmente em parentes de primeiro grau): pais ou irmãos com aumento do colesterol | . sintomas como falta de ar, palpitações e dores no peito . | medidas de pressão freqüentemente acima de 135x90 mmHg | . tabagistas | . diabéticos | . doença cardíaca na infância ou sopro cardíaco | . planejam realizar a prática esportiva | . apresentam sobrepeso ou obesidade.

A avaliação cardiológica de rotina e acompanhamento são obrigatórios para aqueles que já detectaram alterações como dislipidemia (colesterol alto), hipertensão, diabéticos e para quem já teve infarto. Tais doenças não têm cura, porém, podem ser controladas. O não controle destes índices pode levar a complicações graves, como acidente vascular cerebral e infarto, o que afeta de forma drástica a qualidade de vida das pessoas.

A medicina, hoje, possui meios de detectar alterações e reverter o quadro de muitas doenças que poderiam ser fatais. Para isto, há a necessidade de uma parceria entre médicos e pacientes. No caso dos médicos, estes devem estar aptos e serem os primeiros a realizar um bom exame clínico, ao mesmo tempo em que reconhecem as necessidades de cada indivíduo.

Já os pacientes devem sempre procurar informações em fontes confiáveis, compreender a importância na mudança de atitudes e aderir às alterações propostas.

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