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Durante XVI Cúpula Ibero-americana, Greenpeace condena uso de energia nuclear na América Latina

Montevidéu - No primeiro dia da XVI Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, o Greenpeace alerta que a energia nuclear ainda é um problema para a América Latina e denuncia a enorme pressão que a indústria atômica vem exercendo sobre a região. O tema nuclear não se enquadra em assuntos como paz e solidariedade entre os povos, que serão discutidos pelos 22 países participantes da Cúpula, até 5 de novembro, em Montevidéu, Uruguai. De acordo com a organização, os países latino-americanos devem abandonar a tecnologia nuclear definitivamente e pôr fim a ameaça atômica que assombra a região.

“A energia nuclear não pode entrar na agenda da XVI Cúpula e tem que sair definitivamente da América Latina. A região deve abandonar qualquer plano que aumente a utilização desta fonte de energia. Já está mais do que comprovado que a energia nuclear não é economicamente competitiva, significa gastar mal o dinheiro público, gerar lixo nuclear e aumentar a insegurança para a população”, disse Guilherme Leonardi, coordenador da campanha antinuclear do Greenpeace, que está em Montevidéu para acompanhar o encontro.

A região vem sofrendo intensa pressão do lobby nuclear, que se apresenta como a principal opção para aumentar a oferta de energia ou como solução para a crise energética que ameaça a América Latina. O Brasil e a Argentina dão sinais de retomada de seus planos nucleares. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, iniciou um debate sobre a utilização de energia nuclear no país. Já no Uruguai, setores pró-nucleares encabeçados por Eduardo Bermúdez, ex-diretor de energia do governo de Jorge Batlle, pressionam para derrubar a lei 16.832, que proíbe o uso de energia elétrica de origem nuclear em território uruguaio.

Apesar da questão energética não estar entre os temas principais do encontro, os ministros e representantes ministeriais da área energética dos países ibero-americanos reconheceram o enorme potencial regional das energias renováveis, assim como suas vantagens ambientais e sociais, em um encontro realizado dia 26 de setembro deste ano.

“A agenda da Cúpula busca um futuro limpo, seguro e pacífico, na qual a energia nuclear não se enquadra. Caso a questão energética entre na pauta, o enfoque deverá ser o desenvolvimento e uso de fontes renováveis, que são limpas e seguras, como reconheceram as autoridades na reunião anterior”, completa Leonardi.

Na contramão da América Latina, países como Espanha, Alemanha e Suécia planejam fechar suas centrais nucleares. As energias renováveis crescem rapidamente em todo o mundo: a geração de energia eólica cresceu 40% e a solar, 35% nos últimos anos.

“A América Latina tem um imenso potencial para as fontes renováveis de energia como a solar e a eólica, que devem ser usadas como alternativa às energias sujas como a nuclear e termelétrica. Além disso, a região também deve adotar políticas concretas de eficiência energética”, aponta Leonardi.

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